Glossário de multipropriedade náutica: termos e definições completos
Por que este glossário existe
O mercado de multipropriedade náutica tem terminologia própria que confunde quem está chegando. Este glossário reúne todos os termos relevantes em ordem alfabética, com definições diretas para quem está pesquisando, decidindo ou já operando no setor.
A
Administrador de cota: empresa ou pessoa responsável por gerir a operação de uma embarcação compartilhada, incluindo reservas, manutenção, cobranças e prestação de contas aos cotistas.
App do cotista: aplicativo móvel que permite ao cotista fazer reservas, visualizar histórico de uso, acompanhar pagamentos e receber comunicados do operador.
B
Boat sharing: termo em inglês para compartilhamento de embarcações. Equivalente a cota náutica no contexto brasileiro.
Baixa temporada náutica: período de menor demanda por uso de embarcações, geralmente de abril a setembro no litoral sul e sudeste do Brasil. Para cotistas, significa mais disponibilidade no calendário de reservas.
C
CHA (Carteira de Habilitação de Amador): documento obrigatório para pilotar embarcações de recreio no Brasil, expedido pela Marinha. As categorias variam: Motonauta (jet ski), Arrais Amador (lanchas até determinado porte) e superiores.
Cotista: pessoa física ou jurídica que adquiriu uma fração de propriedade de uma embarcação em regime de multipropriedade náutica.
Cota náutica: fração de propriedade de uma embarcação compartilhada entre múltiplos cotistas. O cotista é coproprietário registrado do bem e tem direito de uso exclusivo nos períodos reservados.
Cota de jet ski: fração de propriedade de uma moto aquática (jet ski), compartilhada entre 4 a 6 cotistas.
Cota de lancha: fração de propriedade de uma lancha, compartilhada entre 4 a 8 cotistas. O tipo mais comum de cota náutica no Brasil.
Contrato de Administração: documento que regula a relação entre o cotista e o operador, definindo custos, regras de uso, obrigações do administrador e condições de rescisão.
Contrato de Compra e Venda de Cota: documento que formaliza a aquisição da fração da embarcação pelo cotista, registrando o bem, o valor pago e o percentual de propriedade.
D
Dashboard náutico: painel de controle digital usado pelo operador para visualizar em tempo real a ocupação das embarcações, os pagamentos pendentes e os alertas de manutenção.
Distrato: contrato que formaliza a saída de um cotista do grupo, prevendo condições de devolução ou venda da cota.
F
Franquia náutica: modelo de negócio em que o operador entra em uma rede pagando taxa de entrada, royalties e comissão sobre vendas. Diferente do licenciamento, que não cobra esses encargos.
L
Licenciamento náutico: modelo em que o operador paga uma mensalidade fixa pelo uso de um software de gestão, sem taxa de entrada obrigatória nem comissão sobre vendas. Modelo adotado pela InBoat.
M
Marina: estrutura de armazenamento e atracação de embarcações, geralmente com serviços de combustível, manutenção e segurança.
Marinheiro: profissional responsável pela preparação, pilotagem (quando necessário) e cuidados gerais com a embarcação. O custo do marinheiro é rateado entre os cotistas na maioria das operações.
Multipropriedade náutica: modelo em que uma embarcação pertence a mais de um proprietário simultaneamente. Cada um tem direito de uso exclusivo nos períodos reservados. Sinônimo de cota náutica.
O
Operador náutico: empresa ou pessoa que administra embarcações em regime de multipropriedade, gerindo cotistas, reservas, manutenção e finanças.
R
Rateio de manutenção: divisão proporcional dos custos de manutenção da embarcação entre os cotistas, geralmente calculada com base no uso registrado no sistema de reservas.
Regimento Interno: documento que regula o convívio entre os cotistas, incluindo regras de reserva, uso da marina, responsabilidades por danos e conduta geral.
S
SaaS náutico: software como serviço aplicado ao setor náutico. O operador paga mensalidade pelo acesso ao sistema de gestão sem precisar desenvolver tecnologia própria.
Sistema de reservas náutico: plataforma digital usada por cotistas para agendar o uso da embarcação, geralmente um app móvel com calendário de disponibilidade e confirmação automática.
T
Timeshare náutico: modelo em que o direito de uso de uma embarcação é vendido por período definido (ex: 30 dias por ano), sem necessariamente conferir propriedade do bem. Diferente da cota náutica, onde o cotista é proprietário registrado.
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